Publicado em 6 de
Agosto de 2014 as 12:49:42 PM
TEXTO ÁUREO = “Mas, se fazeis acepção de pessoas,
cometeis pecado e sois redargüidos pela lei como transgressores” (Tg 2.9).
VERDADE PRÁTICA = Na Igreja do Senhor, não deve haver acepção de
pessoas, pois todos custaram o mesmo preço do sangue de Jesus e todos somos um
nEle.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = TÍAGO 2.1-13
INTRODUÇÃO
Em nossa cultura, é comum encontrarmos exemplos de acepção de pessoas em todas
as áreas da sociedade. Que o Senhor nos ajude, de modo que, nas igrejas não
haja distinção de pessoas pela condição econômica, social, de raça ou de sexo.
Que aceitemos a todos como filhos de Deus, amados e salvos em Cristo Jesus.
1. A CONDENAÇÃO NA BÍBLIA
1. O que é acepção de pessoas. Segundo a Pequena Enciclopédia
Bíblica, acepção de pessoas é a preferência de pessoa ou pessoas, em atenção à
classe, qualidade, títulos ou privilégios”. Este é o significado do termo,
utilizado por Tiago.
2. No Antigo Testamento.
a) Poucas referências. Não há muitas referências sobre o tema no
Antigo Testamento. Entretanto, os poucos textos que aludem ao assunto, nos
indicam que Deus determinava ao Seu povo que seguisse o Seu exemplo, não fazendo
acepção de pessoas.
b) Deus não faz acepção de pessoas. Quando Moisés, o grande líder
de Israel, se despediu do povo, dentre as instruções transmitidas, consta a
exortação à obediência, na qual o Senhor orientava o povo a temê-Lo, amando e
servindo-O (Dt 10.12). Concluindo, disse: “Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus
dos deuses e o Senhor dos Senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não
faz acepção de pessoas, [grifo nosso] nem aceita recompensas” (Dt 10.17).
c) Deus não quer a acepção de pessoas. Com todas essas qualidades
divinas, Deus diz ao povo que não faz acepção de pessoas, indicando que assim
deveriam proceder. Outros textos podem ser lidos como Jó 32.21 e 34.19.
3. No Novo Testamento. Nesta parte da Bíblia há mais referências
sobre a condenação à acepção de pessoas.
a) Com relação a raças ou nacionalidades. Deus não faz acepção de
pessoas, não levando em conta a raça ou etnia, nação, povo, ou língua. Pedro,
ao chegar à casa de Cornélio, iniciou a pregação, dizendo: “Reconheço, por
verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele
que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (At 10.34,35).
Israel rejeitou a salvação de Deus. O Verbo Divino foi enviado (Jo 1.1,9,10),
de modo que “. . .a todos quantos o receberam, deu- lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12). Não temo mínimo
sentido dizer que os negros, os africanos, foram pessoas escolhidas para serem
rejeitadas por Deus, como queriam (e querem) alguns adeptos do apartheid, ou da
discriminação racial e de cor. João viu “uma multidão, a qual ninguém podia
contar, de todas as nações, e tribos e povos, e línguas, que estavam diante do
trono e perante o Cordeiro…” (Ap 7.9).
b) Com relação à obediência. Deus “recompensará cada um segundo as
suas obras”, dando “vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem,
procuram glória, e honra e incorrupção” (Rm 2.6,7); dando, porém, “indignação e
ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à
iniqüidade” (Rm 2.8); e, ainda, dando “glória, porém, e honra e paz a qualquer
que faz o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego” (Rm 2.10); “porque,
para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2.11). A escolha dos judeus foi
apenas prioridade e não acepção de pessoas, como lemos em Rm 2.10:
“primeiramente ao judeu…”. Na verdade, “Deus amou o mundo…” (Jo 3.16a), e não
somente a Israel. O que interessa para Deus é a aceitação de Sua Palavra, com
obediência, em qualquer lugar do mundo.
c) Com relação à condição social. Os vv.2,3 alertam para a
discriminação entre pobres e ricos na igreja, tomando o exemplo de alguém que,
chegando à congregação, com anel no dedo, vestidos preciosos, é chamado “para
cima”. cii- quanto o pobre é mandado Ficar “lá embaixo”. Paulo, exortou aos
senhores e patrões de Efeso, quanto ao tratamento que deveriam dar
aos servos, lhes ordenou, com autoridade do Espírito Santo: ‘E Vós, senhores,
fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor deles e
vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef 6.9).
Senhores e servos ou escravos dividiam a sociedade. Mas o evangelho levou a
mensagem do respeito à dignidade humana, como nenhuma outra filosofia o fez.
Paulo, em sua carta a Filemom, (Fm v.16), roga que o patrão, crente, receba o
escravo fugitivo, mas convertido, não como escravo, mas como irmão em Cristo
(vv.15,16).Só um cristão poderia conceber esse comportamento. Hoje, é
importante que os patrões crentes tenham seus empregados (domésticos,
funcionários, etc.) em respeito e honra, para testemunho do amor de Deus em
seus corações.
d) Com relação à distinção por sexo. Ensinando sobre as mulheres no
culto, Paulo diz que “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no
Senhor. Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da
mulher, mas tudo vem de Deus” (1 Co 11.11,12). Em GI 3.27,28, diz o apóstolo
que entre os que foram revestidos de Cristo, “…não há macho nem fêmea; porque
todos vós sois um em Cristo Jesus”.
No Antigo Testamento, havia discriminação de sexo, não por orientação de Deus,
mas pela influência da cultura oriental. Entre os judeus, a mulher era
considerada inferior na vida religiosa. Josefo, historiador judeu, diz que
naquele tempo entre os judeus, “uma centena de mulheres não vale mais do que
dois homens”. Um rabino disse: “Eu te agradeço porque não nasci escravo, nem
gentio, nem mulher”. Machismo puro. Quão diferente é no Cristianismo. Jesus
valorizou o trabalho feminino (ler Mt 27.55; Mc 15.41; Lc 8.2-3). Nas epístolas
paulinas, temos mulheres em destaque (ver 2 Tm 1.5; Rm 16.1-17).
e) Com relação à salvação. Há igrejas que pregam que Deus
predestinou pessoas para serem salvas e outras, para serem irremediavelmente
perdidas. O teólogo João Calvino ensinava que “é o decreto de Deus.., para
alguns é preordenada a vida eterna, e para outros, a condenação eterna”. Isso
vai de encontro ao caráter de Deus, revelado na Bíblia, que diz, como vimos
acima, que “Deus não faz acepção de pessoas” (cf. Dt 10.17; Jó 34.19; At 10.34;
Rm 2.11; Ef 6.9, 25; 1 Pe 1.17).
Não faz sentido nascerem dois bebês, na maternidade, e um ter uma “etiqueta” de
salvo e, outro, a “etiqueta” de perdido. Cremos, sim, que Deus, em casos
especiais, dentro de Sua soberania, escolhe pessoas com certos propósitos, como
João Batista e Jeremias. Deus nos predestinou coletivamente como Igreja, e não
individualmente, por acepção de pessoas (cf. Ef 1.11-13).
II. RAZÕES PARA NÃO SE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS
1. Toda a humanidade foi criada por Deus. Deus criou o ser humano,
homem e mulher, à Sua imagem e semelhança (Gn 1.27). Ambos receberam a imagem
divina, independente do sexo. Ambos perderam a glória de Deus com a queda, e
não pela condição de ser homem ou mulher. Deus fez a Terra e criou nela o homem
(Is 45. 12). Ele não faz acepção de pessoas. Nós também não o devemos fazer.
2. Toda humanidade tem a origem comum
em Adão e Eva. Paulo, em Atenas, discursando
no Areópago, disse que Deus “de um só fez toda a geração dos homens, para
habitar sobre toda a face da terra…” (At 17.26a). Por influência de condições
genéticas, climáticas e de outra ordem, foram- se reunindo as raças, e sendo
espalhadas pela Terra, mas todos vêm da mesma origem.
3. Em Cristo, todos somos um. O brasileiro, resultante da miscigenação
do índio, do europeu e do negro; os asiáticos, de cor amarela; os japoneses, de
olhos amendoados; os chineses de olhos apertados; os europeus, louros e de
olhos azuis; os africanos de cor negra e dentes bem brancos, enfim, todos de
qualquer raça, aparência ou cultura, quando salvos, são um em Cristo Jesus (GI
3.28).
CONCLUSÃO
A acepção de pessoas por condição social, econômica, familiar ou de outra ordem
é comportamento incompatível com o caráter inclusivo do evangelho. Jesus veio
trazer salvação, amor e paz para todos os que crêem, em qualquer nação, raça ou
povo do mundo. Que Deus nos abençoe, não permitindo a discriminação de pessoas
em nosso meio. Para combater a acepção de pessoas, precisamos fazer três
coisas: amar a todos igualmente (inclusive os não- crentes); tratar a todos com
eqüidade e mostrar que os preconceitos são contrários a Deus.
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de JesusIgreja
Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
LIÇÕES BIBLICAS CPAD 1999
O PECADO DA DISCRIMINAÇÃO = Tg 2. 1-13
Apesar do racismo, do regionalismo, do machismo, e a separação por níveis
culturais ou econômicos estar continuamente presente na sociedade, a
recomendação do Espírito Santo através do ensino de Tiago, é que um seguidor de
Cristo não pode fazer acepção de pessoas.
I. A IGREJA DEVE EVITAR O PRECONCEITO
O termo “preconceito” pode ser definido como conceito (ou opinião) formado
antecipadamente, apressadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos
fatos; idéia preconcebida; é uma espécie de julgamento ou opinião formada sem
levar em conta o fato que o contesta. E um grande mal, esse do preconceituoso,
pois comete falta grave ao discriminar as pessoas. Quanto a isto, o ensino de
Tiago (2.1-7) é de que:1. A Igreja sofre a tentação de discriminar as
pessoas (vv.1,2).Notemos que Tiago está escrevendo aos crentes, à Igreja, e
isso é evidente por causa do tratamento dado aos destinatários. Ele os chama de
irmãos. O termo “ajuntamento” é uma referência à sinagoga dos seus dias, e que
transposto para os nossos dias, equivale ao templo onde cultuamos a Deus.
Evidentemente não estaremos sendo realistas e muito menos sinceros se não
admitirmos que distinguir com honras as pessoas mais importantes tem sido,
hoje, como no passado, uma tentação constante para a Igreja de Cristo. Em
algumas de nossas igrejas este fato é vergonhosamente constatado,
principalmente em períodos de campanhas eleitorais
2. A Igreja não deve adular os poderosos (v.2). Tiago parece nosso
contemporâneo, membro de uma de nossas igrejas, sentado num dos bancos no meio
da congregação. De momento ele vê adentrar ao templo um homem rico, com anéis
de ouro, bem vestido, Entra também um pobre com roupas velhas e remendadas. O
rico é chamado a sentar-se num lugar de destaque, sendo político pode até ter
assento no púlpito. Já o pobre não tem problema, fica em pé mesmo. Diante de
tal procedimento, indaga o apóstolo: “Porventura não fizestes distinção dentro
de vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?” (2.4).
3. Deus escolheu os pobres para fazê-los ricos na fé (v.5).Certamente
não há no texto qualquer indício de que Deus tenha rejeitado os ricos, ou seja,
contra eles. Tampouco defende o texto a idéia de que a riqueza seja pecado e a
pobreza uma virtude. A aparente preferência de Deus pelos pobres se deve ao
fato de que estes, via de regra, são mais abertos à graça de Deus, e mais
acessíveis ao evangelho do que os ricos. É por isso que desde o principio “não
são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os
nobres que. são chamados” (I Co 1.26).
4. Ao distinguir o rico, a Igreja desonra o pobre (vv.6,7). Tiago
não concordaria com algumas correntes teológicas contemporâneas (como a chamada
Teologia da Libertação, por exemplo) que “sacramentam” o pobre, tornando-o
objeto exclusivo do favor de Deus, voltando-se contra os mais aquinhoados
economicamente.
O que Tiago mostra é que a bajulação aos ricos é imprópria à Igreja. Não
devemos adular os ricos, os poderosos, O triunfo do Evangelho e da Igreja
independe deles. Não podemos esposar dois evangelhos: um para dizer aos
desafortunados que eles devem se arrepender de seus pecados, senão irão para o
inferno; e outro, para dizer aos afortunados que nos sensibilizamos com suas
visitas aos nossos templos. Alguém disse que “a Igreja não está no mundo para
fazer relações públicas, mas para entregar um ultimato”.
II. A DISCRIMINAÇÃO É ATENTATÓRIA A LEI DE DEUS
Tiago enfoca neste ensino duas leis que governam a vida do cristão: as leis do
amor e da liberdade. Em ambas reside á cura para o mal da discriminação. Tiago
conclui ensinando (2.8-13), entre outras coisas, as seguintes:
1. O amor ao próximo (v.8). Amar ao próximo como a nós mesmos,
independentemente da classe social a que ele pertença, se constitui no
cumprimento da “lei real”. Neste caso todos devem ser alvo do nosso amor, seja
rico, ou seja, pobre. Jesus ensinou, com seus atos, que Deus amou o
mundo com amor imensurável (Jo 3.16). Ele viveu de acordo com os
Seus ensinos e deixou-nos o exemplo que devemos imitar
2. Não devemos discriminar as pessoas (v.10). Nesta seção entra a
discriminação ao negro, ao estrangeiro, ao doente e ao necessitado de um modo
geral. Tiago acrescenta que as pessoas que praticam qualquer tipo de
discriminação serão responsabilizadas e julgadas como transgressoras da lei de
Deus.
3. Quem discriminar qualquer pessoa será réu de juízo (v.11). O
pecado de discriminação, como qualquer outro, assume proporções graves na
medida em que ele não significa transgressão apenas a um ponto isolado da lei,
pois fere todo o preceito divino. O apóstolo Paulo divinamente inspirado
escreveu: “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o
amor” (Rm 13.10).
“Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da
liberdade” (2.12). Leia também Rm 2.11-16; Cl 3.23-25.
4. Devemos agir movidos pela misericórdia (v.13). Amar os homens
como eles são e onde estão, demanda esforço e misericórdia da nossa parte.
Não importa o que isto possa representar para a Igreja; ela deve empenhar-se no
sentido de congregar os homens e deve fazê-lo misericordiosamente. A sentença
do Espírito Santo através de Tiago é que “o juízo [o juízo de Deus] será sem
misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia…” (v.13).
III. CONCLUSÃO
1. A Igreja não deve fazer acepção de pessoas. Uma vez que Deus não
faz acepção de pessoas (Dt 10.17,18; Mt 5.45; At 10.34), a Igreja também não
deve fazer discriminações, criando castas entre seus membros. Tal modo de agir
pode trazer divisão ao corpo de Cristo. Leia I Co 12.25.
2. A Igreja não deve privilegiar o rico em detrimento do pobre. O
rico não é mais nem menos digno de honra do que o pobre. A dignidade, a
honradez não se mede pela riqueza nem pela pobreza, mas, sim, pelo caráter do
individuo. A Igreja não é um clube cuja grandeza é medida pelo nível social de
seus freqüentadores. Todas as pessoas são iguais aos olhos de Deus, pelo seu
valor intrínseco.
3. A Igreja não se divide em classes, ela nivela as pessoas (I Co 12.13,14,
18,25;Ef 4. 1-6). Deus espera que a Igreja em tudo seja a agência
continuadora da ação amorosa do Seu Filho Jesus Cristo, no mundo.
Para isto Ele derramou, pelo seu Espírito, o amor, “vínculo da paz”, em nossos
corações (Rm 5.5; Ef 4.3).
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
Lições bíblicas CPAD 1989
A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE
PESSOAS
TEXTO ÁUREO = “Quando menos àquele que não faz acepção das pessoas
de príncipes nem estima ao rico mais do que ao pobre; porque todos são obras de
suas mãos”. Jó 34.19
VERDADE APLICADA = O maior pecado contra nossos semelhantes é
mostrar indiferença por eles, sendo essa a essência da desumanidade.
TEXTOS BIBLICO = TIAGO 2: 1-5
No capítulo 2, Tiago expande os temas do mundanismo e do cuidado das viúvas. O
mundanismo sobressai não apenas como ambição pessoal, mas também na exagerada
consideração que a igreja demonstra a alguém que detém poder e alta posição
mundana, em vez de avaliar a pessoa na base de sua posição espiritual em
Cristo.
2:1 Meus irmãos define o reconhecimento dos leitores da carta
como membros da igreja, não façais acepção de pessoas. A despeito
de o Senhor Deus não ter parcialidade (Deuteronômio 10:17; Galatas 2:6), os
seres humanos que a ele servem, sob sua autoridade, e que se supõe terem
copiado seu caráter, precisam ser continuamente advertidos contra a
parcialidade (e.g., Deuteronômio 1:17; Levítico 19:15; Salmo 82:2; Provérbios
6:35; 18:5).
Basta um olhar rápido às pessoas
eleitas para cargos na igreja, e um breve exame de quem dirige as comissões e
concílios denominacionais, para sabermos de imediato que, não obstante a
opinião bastante negativa de Jesus a respeito da riqueza (e.g., Mancos 10), a
reprovação de Tiago ainda tem relevância hoje. A igreja não deveria mostrar
parcialidade, nenhum interesse com respeito à beleza externa, à riqueza
material e ao poder ou à influência da pessoa.
Isto é o que a bíblia exige de nós como crentes em nosso Senhor Jesus
Cristo, Senhor da glória. A única base da igreja é a fé num Senhor único. A
fé e a fidelidade no compromisso ao Senhor é o que salva tanto ricos como
pobres, igualmente, e todos votam lealdade a um Senhor cuja vida e ensino
desprezaram, na verdade, quaisquer posições mundanas. E, acima de tudo, este é
um Senhor que vive, que foi exaltado em glória, que vai voltar a fim de
manifestar seu poder e glória e julgar o mundo. Demonstrar parcialidade é
violar o caráter do Senhor, é insultá-lo, e certamente é grave pecado.
2:2-4 Havendo declamado seu tema, Tiago fornece-nos um exemplo baseado em
acontecimentos realistas (ainda que hipotéticos) da igreja.Se na vossa
reunião entrar algum homem com anel de ouro no dedo, e com trajes de luxo: tais
palavras descrevem uma pessoa que entra vestida de trajes luxuosos (lit,
“brilhantes”). O anel de ouro no dedo indica sua riqueza. Pode-se até sentir a
deferência incômoda com que o trata o grupo presente. A seguir, entra
também algum pobre andrajoso. Só possui as roupas do corpo, pelo que estão
sujas e esfarrapadas. Acostumado à rejeição, o coitado espreita à porta, sentindo
que as pessoas reunidas o evitam, o que ele já esperava; ó péssimo estado de
seu vestuário declara-o lixo humano; sem valor nenhum sob o prisma mundano.
A igreja reage à situação econômica do rico: Assenta-te aqui em lugar
de honra. O rico acomodasse na cadeira mais confortável, sob os sorrisos
complacentes de todos os presentes. O pobre, por Sua Vez, é recebido com
frieza: Fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do estrado dos
meus pés. A sala está repleta; que esse pobretão reverencie aos que
lhe são superiores, permanecendo de pé, ou mesmo sentando-se a seus pés. A
maior parte dos presentes, naturalmente, finge que não notou sua presença.
O que torna tal tratamento ainda pior é que as duas partes assim retratadas
estão numa reunião judicial; a igreja reuniu-se em tribunal para julgar certa
pendência legal entre os dois homens. As minúcias dás roupas diferentes, das
posições sociais diferentes è dos locais diferentes em que se acomodam
encontram paralelos na prática jurídica judaica. Em 1 Coríntios 6:1-11
mencionam-se tais assembléias, que teriam autoridade legal, visto que por essa
altura a igreja era vista como uma seita judaica, e as sinagogas tinham
autoridade em seus tribunais (beth-din) para impor multas ou punições físicas.
É certo que em outras situações (e.g., no culto publico) á postura física das
pessoas nas reuniões dá igreja era uniforme (todos sentados ou de pé), sendo
prescritas com maior cuidado as funções de cada pessoa. Todavia, esses dois
crentes enfrentam uma disputa judicial, é fica bem claro perante a igreja desde
o começo: não sé pode ofender o rico.
Tiago condena esse comportamento por
duas razões: primeira, fazeis distinção entre vós mesmos. Em Cristo
haviam sido todos unificados - eram um em Cristo. Nele não há grego nem
judeu, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, mas todos são um, uma única
pessoa em Cristo (Gálatas 3:28). Entretanto; aquela igreja estava desprezando
esse fato, por conveniência carnal, fazendo distinção com base nas riquezas e
nas posições sociais mundanas, renegando o efeito prático da obra de Cristo.
Em segundo lugar, os homens daquela congregação tornaram-se juizes
movidos de maus pensamentos. Há uma infinidade de passagens do Antigo
Testamento que nos advertem contra o preconceito no tribunal, como, por
exemplo: “Não farás injustiça no juízo; não favorecerás ao pobre, nem serás
complacente com o poderoso, más com justiça julgarás o teu próximo” (Levítico
19:15). Se, como afirma o Antigo Testamento, Deus é juiz imparcial, e se os
judeus afirmavam julgar de acordo com os padrões de Deus, como se atrevem a
agir de modo injusto, favorecendo preconceituosamente o rico porque lhe cobiçam
a riqueza e o poder?
Ao examinarmos o exemplo específico que Tiago nos apresenta, entretanto, não
devemos desprezar a aplicação mais abrangente. Tiago ficaria mais feliz se o
pobre fosse tratado com desprezo num culto público? Ficaria o pobre menos
prejudicado se o tratamento preferencial dado ao rico significasse que este
fora guindado a posição de liderança na igreja?
Ou será que a discriminação se tornaria menos ostensiva se o conselho da igreja
ouvisse com a máxima atenção “a prima dona”, mas empurrasse para o lado as
reivindicações do pobre? Conquanto estejamos diante de um exemplo específico,
ele funciona como condenação geral do comportamento discriminatório.
2:5 Tiago inicia seu ataque lógico contra essa prática (2:5-7) com um apelo:
Ouvi, meus amados irmãos, e chama-lhes a atenção para o fato de estar
referindo-se a algo de que já têm conhecimento: Não escolheu Deus aos
que são pobres? Tiago emprega a terminologia familiar da eleição, com que
Israel estava acostumado (Deuteronômio 4:37; 7:7), como também a igreja
(Efésios 1:4; 1 Pedro 2:9), mas aplica-a de modo específico aos pobres. A maior
parte dos membros da igreja primitiva era constituída de pobres (”não são
muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres
que são chamados” [1 Coríntios 1:26]); a igreja de Jerusalém era bastante pobre
(2 Coríntios 8:9).
Mas Tiago está dizendo mais do que isso. Deus elegeu de modo especialaos que
são pobres aos olhos do mundo (pois só são pobres segundo os padrões
de valor do mundo) para serem ricos na fé e herdeiros do reino que
prometeu aos que o amam. Por um lado, isso torna o pobre quase igual àquele
que suporta a provação, em 1;2, visto que ambos recebem aquilo que Deus
prometeu aos que o amam. Por outro lado, Tiago está aplicando o
ensinamento de Jesus, visto que foi o Senhor quem disse que havia vindo de modo
particular “para evangelizar os pobres” (Lucas 4:18) e depois: “Bem-aventurados
vós, os pobres, pois vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20).
Jesus selecionara os pobres como os especialmente contemplados com o seu reino;
Tiago apanha essa idéia e acrescenta: aos que o amam, a fim de
limitar a promessa aos pobres que reagem em amor diante da mensagem do
evangelho; Se há favoritos aos olhos de Deus, esses são os pobres, visto que
Deus os vê de modo bem diferente do mundo. O mundo os enxerga como pobretões
desprezíveis, sem importância, mas para Deus eles são ricos na fé e
herdeiros do reino - o contrário da perspectiva mundana.
2:6-7 A igreja não tem a perspectiva de Deus: vós desonrastes o pobre.
Deus condena o mesmo crime no Antigo Testamento (e.g„ Provérbios 14:21; çf.
Siraque 10:22). A igreja que envergonha o pobre de certo modo (e.g., 1
Coríntios 11:22) abandonou a vontade de Deus e deixou de agir em prol de Deus.
Entretanto, a igreja decidiu mostrar preferência pela classe rica, que a
oprime. Primeiro, são os ricos que vos oprimem. A idéia de que os
ricos e poderosos exploram os pobres tem raízes profundas no Antigo Testamento
(Jeremias 7:6; 22:3; Ezequiel 18:7; Amos 4:1; 8:4; Malaquias 3:5). Quando o
pobre precisava de um empréstimo, o rico lho concedia -com juros elevador (a despeito
de a extorsão de juros, i.e., obter lucros mediante a desgraça do necessitado,
ser prática condenada, e.g., Êxodo 22:25-26). Em surgindo uma disputa, o
rico contratava o melhor advogado; ambos se associavam, de modo que o pobre se
tornava mais pobre, e o rico, mais rico.
Em segundo lugar, os ricos vos arrastam aos tribunais. Quando o pobre não podia
restituir um empréstimo ao rico, este o arrastava ao tribunal para que fosse
decretada a falência do pobre. O rico podia levar acusações caluniosas contra os
que reclamassem, e talvez acuassem os cristãos de perturbarem a tranqüilidade
e a ordem da comunidade. Estas seriam as maneiras pelas quais os cristãos
sofriam perseguições, que se resumiam na opressão de todos os pobres pelos
ricos; às vezes, contudo, os cristãos eram discriminados porque sua religião os
tornava muito vulneráveis - que juiz se sentiria mal em tratar com maior dureza
os seguidores de um galileu desprezível?
Em terceiro lugar, os ricos são os que blasfemam o bom nome daquele a
quem pertenceis. Agora Tiago acrescenta uma acusação de natureza religiosa.
O nome de Jesus havia sido outorgado aos cristãos, ou (de modo mais literal) em
seu nome haviam sido batizadas. Agora os cristãos “pertencem” a Cristo. Seu
Senhor é Cristo. Todavia, os ricos falam mal desse nome, quando escarnecem de
Jesus ou quando insultam seus seguidores. Não está esclarecido se faziam isso
no tribunal, como parte do processo opressivo, ou se estavam insultando a
Cristo nas sinagogas e nas praças. Nem uma nem outra ação era justa.
Entretanto, a igreja também tomara a decisão de insultar os pobres (a quem Deus
honra), é desse modo, decidiu favorecer os ricos, identificando-se com a classe
opressora. Com freqüência acontece que o grupo oprimido assume as
características de seus opressores; quando isso acontece à igreja, o fato não é
apenas patético è irônico, mas constitui uma inversão moral, visto que as
pessoas que tomaram sobre si o nome de Cristo agem, agora, à semelhança das que
blasfemam do nome de Cristo.
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de JesusIgreja
Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
BIBLIOGRAFIA
Bibliografia Davids
Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus